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ATENDENDO À FISCALIZAÇÃO NA EMPRESA  

Entrevista concedida à jornalista Giselle Oliveira, para gravação de programa direcionado para micro-empresários em programação específica para esse público na TV aberta .
        

Giselle Oliveira - Como atender a demandas da fiscalização?
Luiz Roberto Bodstein:  Antes de tudo é preciso se estar seguro de que a empresa está em dia com suas obrigações fiscais, tributárias e dentro do que estabelece a legislação em vigor para funcionamento.  Isso já é 70% do caminho andado.  Temos que proceder como se todos os dias estivéssesmos sendo demandados pela fiscalização, e não como se a presença de fiscais fosse uma remota possibilidade.   Um segundo ponto é abandonar a postura de que o fiscal é um "inimigo", que precisa ser combatido ou neutralizado.  Uma fiscalização, realizada como se deve, pode ser uma excelente oportunidade para esclarecermos dúvidas e fazermos ajustes na gestão que possam nos manter dentro dos quesitos de exigência legal, além de podermos extrair uma série de informações que nos ajudam muito na condução da empresa dentro dos padrões esperados. 
O que se precisa é de uma postura por parte das empresas para que se veja a fiscalização como oportunidade de correção de rota, e não como ameaça.
 
G.O. - Como fazer para minha empresa estar enquadrada?
LRB:  Acredito que a questão é:  o que falta na minha empresa para que ela esteja em dia com suas obrigações fiscais, e possa transformar o fiscal num "consultor" que irá ajudá-lo a se enquadrar no que a legislação determina.  Todo fiscal, a princípio, está preparado para distinguir um engano de procedimento, o que é natural acontecer, de ato intencionalmente lesivo, ou seja:  má fé na condução do negócio.  Desde que o empresário se propõe a expor de forma transparente as suas dúvidas e solicitar ajuda para enquadramento, o papel do fiscal é ajudá-lo da melhor forma possível nesse processo.  O objetivo não é simplesmente punir, mas, antes de tudo, corrigir.  Esse é o real papel da fiscalização.
 
G.O. - Como trabalhar o treinamento para evitar problemas?
LRB: Não há dúvida de que, num mercado dinâmico como é o nosso hoje em dia, manter a competência depende de uma atualização permanente de conhecimentos, de incorporação de novas tecnologias, além de adequação contínua às exigências do próprio mercado - que mudam todos os dias em função dos referenciais proporcionados pela tecnologia de comunicação.  Hoje a informação chega rapidamente a qualquer canto do planeta, e com isso o padrão de exigência fica cada vez mais elevado, e o cliente sabe bem o que quer... ou, no mínimo, sabe muito bem O QUE NÃO QUER.   E só sobrevivem as empresas que estão atentas a esse dinamismo todo, e que procuram estar em dia com o que o mercado pede, não perdendo uma única oportunidade de se atualizar com vistas a aperfeiçoar produtos e serviços de forma contínua.   Isso se faz com muito treinamento, utilizado como instrumento permanente de sustentabilidade num mercado altamente competitivo.