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O
HOMEM QUE SE ESCONDE POR TRÁS DO CONSULTOR
Entrevista concedida
à Fábio Brandão, escritor, poeta e estudante de jornalismo do portal Recanto
das Letras, para
publicação naquele importante canal de divulgação literária
que reúne algumas milhares de obras e outros tantos milhares de
escritores de língua portuguesa ao redor do mundo.
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Fábio Brandão -
Quem é Luiz Roberto Bodstein pessoa jurídica?
Luiz Roberto Bodstein - É
uma consultoria em gestão organizacional. O nome da empresa é Ad
Modum Soluções Corporativas. O site cujo endereço lhe passei é
apenas o meu curriculum pessoal online. Os serviços que presto ao
meu público enquanto pessoa jurídica estão todos lá.
FB - Como surgiu a oportunidade de trabalho
nessa área de consultoria?
LRB - Foi
em 1987. Eu era gerente da escola técnica do Estaleiro Verolme,
em Angra dos Reis, e diante do risco de ver a Verolme fechar por
conta da quebra geral da construção naval na época, eu e mais
dois colegas fundamos a Trimens Consultores e iniciamos atividades
em Volta Redonda. Fiz muitos trabalhos que acabaram me trazendo de
volta ao Rio, onde não mais interrompi a atividade de consultoria
empresarial até os dias atuais.
FB - Em sua opinião porque tem faltado tanta mão
de obra qualificada no mercado de trabalho?
LRB - Por
uma série de fatores: falta de investimento público em educação
de qualidade, baixos salários e rápida aceleração dos
processos produtivos decorrente das novas exigências do mercado
internacional, entre outros, que não deram tempo para que as
pessoas se preparassem por conta do descaso de décadas pelo poder
público. Quem conseguiu por seus próprios meios foi buscar
mercados mais compensadores fora do país, e o interno ficou
com os menos preparados, que não tinham esta opção.
FB - Qual a solução para diminuir esta falta
e reduzir o nível de desemprego?
LRB - A
curto prazo o investimento maciço em qualificação que atenda às
demandas já carentes de mão de obra, seguido de forte estímulo
à formação técnica. A médio e longo prazos, uma tomada de
consciência para a educação, de forma a promover especialização
de forma contínua. Com tais medidas o nível de desemprego cairá
automaticamente, pois que não acontece por falta de ofertas de
trabalho, mas por não haver pessoal qualificado o bastante para
preencher as muitas vagas em aberto.
FB - Em sua opinião o que têm feito os últimos
governos para melhorar este quadro?
LRB - Lula
deixou o governo com um saldo de empregos 150% maior que os oito
anos do governo FHC. Em contrapartida, o investimento que fez para
qualificar nossa mão de obra foi 73,3% a menos do que o da gestão
de Fernando Henrique, que já tinha sido muito fraco. O governo
FHC investiu R$ 300 milhões por ano, em média, entre 1995 e 2002
com programas de qualificação, enquanto que Lula nos seus oito
anos de gestão registrou média de apenas R$ 80 milhões anuais.
Somente no último ano de governo, visando garantir a vaga
de Dilma no planalto, foi que investiu R$ 180 milhões, mas ambos
fizeram muito menos do que o mínimo para reverter o quadro de
desqualificação, que esteve relegado ao abandono por décadas,
como citei acima.
FB - Quais as dicas para uma pessoa que esta
fora do mercado de trabalho e tem encontrado dificuldades para se
reintegrar?
LRB - Preparo,
preparo e preparo! Não acredito em receita de bolo. Tenho um
livro todo escrito sobre o tema ("Um
mercado de pernas pro ar", pela Editora Singular, uma
divisão da Ediouro Gráfica:www.lojasingular.com.br),
mas se quiser um resumo, no meu site (www.luizrobertobodstein.com.br)
tem duas entrevistas minhas sobre o tema concedidas a revistas
do Rio sob os títulos: "Preparando-se para uma
entrevista de recrutamento e seleção" e "20
dicas para conservar seu emprego". Por alí qualquer
interessado pode encontrar um direcionamento.
FB - Quais os procedimentos adequados para se obter
um bom êxito em uma entrevista para emprego?
LRB - Em
um dos artigos publicados numa das duas revistas (veja o título
acima), respondo a dez perguntas feitas pela jornalista, onde
descrevo em detalhes todos os cuidados a serem adotados. É
demasiado longa para ser reproduzida aqui, mas a entrevista não
está protegida, e pode ser copiada do próprio site.
FB - Defina as principais características de
um líder.
LRB - Como
características do perfil de liderança, eu resumiria tudo
em três que considero fundamentais: habilidades pessoais,
conhecimento técnico e muita vontade de acertar. E quanto a
características de gerenciamento, se aplicadas ao gerenciamento
dos processos nomearia como as principais:
- Metas pré-definidas
- Objetividade
- Foco em fatos e
dados
- Avaliação à
luz de critérios claros
Se aplicadas ao
gerenciamento de pessoas, considero as mais importantes:
- Encorajamento
- Uso adequado de
sanções e estímulo
- Espaço para
planejamento
- Preservação de
um clima saudável de relacionamentos
- Equilíbrio e
harmonia
¡FB
- Cite alguns dos trabalhos literários mais
importantes que o senhor tem publicado na mídia.
LRB - Entre
os de temas de consultoria eu escolheria "E
agora, o que é que eu faço?", "Um mercado de pernas
pro ar" e "Gerenciando
processos e pessoas - Arte e Técnica"(este último
sendo lançado ao público nos próximos dias pela Ediouro).
FB - Dê um testemunho a respeito do que
tem sido o resultado de suas consultorias nas empresas e na vida
dessas pessoas?
LRB - Resposta
difícil esta, se levados em conta os 25 anos de minha carreira como
consultor. Resumo então com o que aparece na contra-capa de um dos
meus livros: meu trabalho retrata o contexto atual de mercado
conturbado por mudanças vertiginosas que, na maioria das vezes,
atordoa empresas e profissionais que não sabem como reagir ao
desafio de se enquadrarem a inovações que costumam entrar
rapidamente em obsoletismo para ceder lugar a outras, sempre mais
complexas e igualmente efêmeras. Diante disso busco abordar
os diferentes aspectos da atividade de consultoria organizacional
que se prestem a oferecer orientações para todos os que com ela se
vêm envolvidos em algum momento de suas vidas, independente da área
de atuação. Os resultados quase sempre dependem muito mais dos
empresários do que de mim: alguns se limitam a seguir as orientações
deixadas, outros esquecem delas algum tempo depois que deixo a
empresa, e um terceiro tipo bem especial consegue
multiplicar em muito o que implantei, como resultado de seu empenho,
criatividade e competência. Tudo é uma questão de objetivos traçados
para buscar o que se propõem.
FB - Quem é Luiz Roberto Bodstein pessoa física?
LRB - Se
não fosse acusado de plágio escolheria para me definir
exatamente como o fez um cara chamado Fábio Brandão, no seu
perfil do Recanto. Identifiquei-me com o que li, pois no fundo
toda pessoa de consciência, quando deixa de ser circunstancial,
se parece com aquela descrição. Diria que meus dois lados
pessoais mais fortes são, ao mesmo tempo, antagônicos e
complementares: o do poeta e o do pensador.
FB - De onde vem o interesse pela poesia e pela
literatura de uma forma geral?
LRB - Taí
uma resposta difícil pois que não saberia estabelecer o momento
em que aconteceu. Lembro-me insaciável por leitura desde a
mais tenra infância, e aos dez anos já lia de Exupéry a
Oscar Wilde, de Sartre a Tolstói. A sede de me conhecer, e ao meu
contexto, me conduziram para essa necessidade de buscar nos
livros respostas para todos os meus questionamentos, que
sempre foram - e continuam sendo - muitos, e assim será até meu
último momento.
FB - Dos escritores consagrados, quais são
os seus preferidos e quais o senhor considera os mais promissores?
LRB - Tenho
mais de 3 mil títulos em minha biblioteca dos quais pelo menos
100 a 200 eu leio e releio continuamente. Quaisquer destes poderia
compor a lista. De repente os quatro que mencionei acima não
aconteceu por acaso. Ainda hoje eu relia "Terra dos
Homens", um dos meus favoritos do Exupéry.
FB - Como conheceu o recanto das letras?
LRB - Juro
que não me lembro. Possivelmente por alguma indicação de
leitura que me levou até o site, e vi nele um espaço democrático
para colocar minhas idéias. Até muito mais como registro próprio
do que para divulgá-las, que não é tanto o meu foco. O Recanto
funciona para mim como um "arquivo de memórias" e uma
fonte de auto-conhecimento.
FB - Qual o texto de sua autoria que mais
gostou de ter escrito e que lhe causa um impacto emocional maior?
LRB - Não
sei exatamente, já que não costumo escrever com esse enfoque de
"criar uma obra" da forma que um artista o faz para ser
exibida numa galeria. Meus textos profissionais eu busco divulgar,
sim, pois que minha missão maior é levar ao meu público o
resultado de minha experiência e as técnicas que podem facilitar
suas vidas. Mas quanto aos meus escritos pessoais trato-os como
uma auto-terapia, como instrumentos de auto-conhecimento: descubro
que passo a me conhecer melhor quando leio depois o que escrevi,
como se os meus dedos tivessem vida própria e não se submetessem
a um comando definido pelo cérebro. Na maior parte das vezes me
percebo entendendo o que escrevi depois que o leio no papel. Não
se trata de "releitura": tenho a sensação de que estou
aprendendo com algo que outra pessoa escreveu, como se saisse
direto do coração para a ponta dos dedos, sem passar pelo cérebro.
Um ensaio meu lá, de nome "O tempo no topo da
montanha", descreve em detalhes e em tempo real como
isso acontece. Retrata uma espécie de transe em que entro sob
pura emoção, onde os dedos parecem adquirir vida própria e
falar de coisas que nunca pensei antes. Talvez seja um dos que
mais gostei justamente por ter aprendido com ele sobre esse
processo que até então não sabia, em nível consciente, como
funcionava.
FB - Dos vários lugares do mundo ao
qual o senhor já foi qual foi à cultura e os costumes que mais
lhe chamaram a atenção?
LRB - Acho
que nenhum em especial, mas o aprendizado proporcionado por todo o
conjunto, pois que o que mais me encanta é a visão sistêmica
que a diversidade proporciona, que permite a comparação
entre tantos referenciais e se prestam a oferecer dados sobre o
universo humano como um todo. Prá você ter uma idéia, quando ia
ao Maracanã ficava muito mais ligado no fenômeno social que
estava acontecendo na arquibancada, - pelas pessoas
envolvidas nas suas paixões pelos seus times - do que pelo que
estava efetivamente rolando no gramado. O conjunto, a visão do
todo, é o que me encanta, não o específico desvinculado do
contexto onde se insere. Considero-me um cidadão do mundo. Meu país
é o planeta, minha família é a humanidade. Não privilegio laços pessoais
em detrimento de minha ligação com o universal. Se viver para
assistir ao contato com seres de outros mundos, meu conceito de país
e de ser parte desse todo naturalmente se ampliará.
FB - Soube através de um artigo aqui no
“Recanto das Letras” que o senhor é adepto da prática do
naturismo, como surgiu isto em sua vida e como lhe foi
apresentado?
LRB - O
artigo que você leu pode lhe dar essa resposta. O naturismo não
surgiu na minha vida, eu é que me vi inserido nele desde que me
entendo por gente. A nudez em minha vida não nasceu associada a
sexo, mas ao sentido de liberdade que sempre norteou minha trajetória
no seu sentido interno, não no externo, que este é
utilizado meramente para desafiar o "status quo". O
naturismo faz-nos retroceder ao Eden, quando as pessoas não
precisavam de um limite físico artificial, como o das roupas,
para se respeitarem. É com certeza o ambiente mais
sadio, menos sensualizado e mais legítimado pela real vivência
das relações humanas que já conheci em todo o meu contexto de
vida. Depois que me separei não voltei a frequentá-lo porque
homens desacompanhados precisam estar provando que são realmente
naturistas, e não estão lá com outras intenções que fujam
ao código de ética do movimento, que se norteia pelo
desenvolvimento do respeito mútuo associado a valores, antes das
convenções sociais estabelecidas. Dai que prefiro os espaços
exclusivos. Ambientes públicos, como praias ditas
"naturistas", reúnem todo tipo de gente, e a maioria não
tem qualquer entendimento do que seja o naturismo. São meros
curiosos praticando nudismo. Naturismo é outra coisa.
FB - Alguns leigos talvez ainda associem
esta prática ao erotismo, por isto gostaria que o senhor
explicasse qual é a filosofia do naturismo?
LRB - Acho
que o exposto acima já explica o que quer saber. Não existe nada
de erótico numa comunidade naturista. Aliás, é exatamente o que
não se encontra lá. Tanto é que deixei de frequentá-lo após
separar-me de minha mulher, de quem sempre me fiz acompanhar.
Não me senti bem indo sozinho, pois que o ambiente é
estritamente familiar e homens sozinhos, quando não bem
conhecidos antes, são vistos como possíveis curiosos atraídos
pela possibilidade da visão de corpos nús.
FB - Quais as regras que devem ser seguidas
por quem é simpatizante desta idéia e que ser praticante?
LRB - A
primeira é buscar conhecer bem antes o código de ética
naturista, e não ir lá se sua intenção for qualquer outra
que não a de procurar entender o sentido do respeito a outro
ser humano pelo que ele é, e não pelo limite que a roupa lhe impõe
em outros locais da sociedade vestida.
FB - Existe algum caso de pessoas que se
julgavam desinibidas e na hora que teve que tirar a roupa em público
ficou tímido?
LRB - Sim,
e é bem natural, pelo menos na primeira vez que se veem
despidas em público. Mas isso passa após a primeira meia hora,
quando percebem que ninguém olha para seus corpos quando estão
nuas. O que chama a atenção são as diferenças, e lá o
diferente é usar roupas. Não leva mais que meia hora para se
entender isso e se ficar à vontade, pois que o ambiente
estimula essa percepção pelo respeito humano que transmite às
pessoas.
FB - E teve também pessoas mais
acanhadas que surpreenderam?
LRB - Lembro-me
de um casal bem jovem em que ambos se apresentaram
como evangélicos, e eu fui escalado para mostrar-lhes
todos os ambientes da fazenda até que se ambientassem, como era
praxe. Eles tinham permissão para se manterem vestidos durante
a primeira hora da visita (como também é de hábito), mas nos
primeiros 20 minutos - ao ver tantas crianças. senhoras de
idade e famílias inteiras brincando na piscina e
nas quadras de esportes completamente à vontade, e em ambiente
tão natural e sadio - retiraram suas roupas e seguiram nus
pelo resto da visita. Perceberam que, apesar de ter-me
apresentado nú e eles não, nosso encontro parecia
mais o de grandes amigos do que de pessoas que pertencessem
a mundos diferentes.
FB - Eu concordo que o naturismo nada tem
a ver com o erotismo que se imagina por aí, mas por outro lado
acredito que muita gente que tinha uma vida sexual morna e que
tinham vergonha do próprio corpo deve ter melhorado muito em
suas vidas conjugais. Isto procede?
LRB - Possivelmente
sim, desde que o motivo da dificuldade sexual do casal fosse
motivada por vergonha do próprio corpo por parte de um dos
parceiros. Lá o ato de estar nú é uma conquista, uma revisão
do entendimento de que sexo e nudez precisam vir
associados. Digo que a vitória maior acontece por dentro, e não
por fora, pois que a libertação dos tabús, e do sentido de
que respeito está atrelado ao hábito de esconder o corpo,
promove um sentimento enorme de superação, de descoberta de si
como se é, realmente, e não pelo que nos foi ensinado como
proibido. Essa é a proposta maior da nudez associada ao
pensamento saudável.
FB - Quais os trabalhos que são feitos
para ajudar aqueles que são iniciantes no naturismo?
LRB - Não
existe essa preocupação de se fazer um "trabalho"
com iniciantes. O ambiente naturista é tão descontraído e tão
desprovido da malícia que vivenciamos na sociedade vestida que
se faz impossível não percebê-lo desde um primeiro momento.
As pessoas naturalmente se sentem confortáveis para se despir
de suas roupas e, mais ainda, de seus preconceitos.
FB - O que é preciso ser feito para
estimular os pais a ter um dialogo mais aberto com os filhos em
relação à sexualidade, drogas, AIDS e tantos outros temas
importantes?
LRB - Tenho
minha opinião pessoal a esse respeito, mas prefiro não entrar
nessa seara por não ser especialista no assunto. Minha formação
profissional é humanística e direcionada para o relacionamento
entre pessoas, mas não me julgo autoridade no assunto,
pois que não sou psicólogo nem cientista social. Assim seria
leviano aprofundar-me em tais questões a título de orientação
para outras pessoas. O que aprendi foi buscando meu próprio
desenvolvimento.
FB - O senhor tem esperança em uma mudança
de mentalidade nessa cultura de corrupção e jeitinho na qual
vivemos?
LRB - Esperança
eu tenho, e hoje mesmo ainda refletia sobre as mudanças
culturais que vimos atravessando em decorrência de um acirrado
trabalho da imprensa livre em nosso país, dos muitos
referenciais que chegam de toda parte pelo desenvolvimento da
tecnologia de informação, e pelas novas regulamentações
oficiais que respaldam e reforçam comportamentos compatíveis
com uma sociedade mais justa. O que não tenho muita esperança
é de que essa mudança tão necessária aconteça dentro
de um período em que eu ainda esteja aqui para testemunhá-la.
Mas que vai acontecer um dia, não tenho dúvidas de que vai.
FB - Para terminar,qual a mensagem que
gostaria de deixar aos leitores do Recanto das letras?
LRB - Recebo
sempre muitos comentários carinhosos para todos os meus
escritos, e tem sido assim ao longo dos muitos anos que
frequento o Recanto. Tenho o privilégio de poder dizer que
TODOS os comentários foram sempre carinhosos, pois nunca recebi
qualquer tipo de crítica que não se mostrasse como expressão
de puro carinho. Por algum motivo que não me detive a tentar
entender, as pessoas parecem gostar do que escrevo, e se mostram
sempre extremamente gentis, doces e educadas. Acredito que o
Recanto tem como característica apresentar-se como um espaço
que tende a reunir pessoas com tal perfil. O mundo das
letras, na pior das hipóteses, conduz ao pensar, e o pensamento
nos leva a reflexões e auto-desenvolvimento. Daí porque
entendo ser natural que elas se mostrem sempre tão gentis
e carinhosas, posto que sua sensibilidade está permanentemente
sendo colocada em prática por conta de suas descobertas
interiores. Então, tudo o que posso lhes deixar como mensagem
é meu agradecimento por tantas coisas bonitas que me escrevem.
Quando me chamam "poeta" me sinto orgulhoso de
integrar esse universo, me fazem lembrar que me aceitam como um
deles, e isso é extremamente gratificante. Nem sempre respondo
aos comentários, posto que são bastante frequentes, e meu
tempo é extremamente curto para lhes dar toda a atenção
que merecem. Mas saibam todos que eu os amo e lhes sou muito
grato por tudo o que me dizem, me estimulando a lhes oferecer o
que tiver de melhor em mim, mesmo através de escritos
que, em sua maioria, servem-me mais como instrumentos de
auto-análise do que para se mostrarem como obra aos
demais.
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Luiz
Roberto Bodstein é
Consultor de Organizações, especialista em Sistemas de Gestão
pela Qualidade, Planejamento Estratégico e Gestão de Pessoas.
Consultor, Instrutor e Conferencista pela Fundação Getúlio
Vargas, SEBRAE e IBQN-Inst.Bras.Qualidade Nuclear, entre outras.
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