Tem-se criado infinitos
recursos gráficos, audio-visuais, etc. que a todo o momento revolucionam
os meios de comunicação de forma a tornar rápido e eficaz o fluxo de
informações. Do telefone ao telex e deste ao fax, do telégrafo à TV e ao
radar, do envio de correspondência por mensageiro ao correio eletrônico,
do rádio à comunicação direta via satélite, hoje se acha disponível uma
imensa gama de recursos utilizados pelas organizações, que saíram dos
quadros de aviso e jornais internos (house-organs) para um
complexo sistema internacional de rede de comunicação, como a Internet.
Com
toda essa facilidade, hoje só sabe menos que o concorrente quem quer.
Existe uma enorme facilidade de acesso a muito mais informações do que
precisamos - e conseguimos - assimilar. Daí que ninguém mais pode
partir da premissa de que sabe mais. Porém, sai na frente quem
se adianta para buscar a informação que precisa antes que seu
concorrente o faça, e isso, sim, é que faz a diferença. No século da
pressa, a exemplo de uma corrida de Fórmula 1, qualquer segundo pode
representar uma grande vantagem em relação ao adversário. Gloriosos
segundos à frente no vertiginoso mercado destes novos tempos pode
significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de um
empreendimento.
Com o
desenvolvimento tecnológico da comunicação, hoje em dia está se tornando
cada vez mais comum a formação de equipes virtuais que, mesmo
tendo todos os seus integrantes separados por grandes distâncias, podem
trabalhar em conjunto através dos sistemas informatizados que utilizam
para realizar "reuniões" que dispensam a participação presencial.
Qualquer usuário de um telefone digital, já amplamente difundido nos
sistemas telefônicos de todo o país, já tem acesso fácil a um serviço de
teleconferência, que lhe permite estabelecer conversação
simultânea com até 12 pessoas ao mesmo tempo, tornando a presença física
irrelevante para que grandes decisões possam ser tomadas pelos
componentes do grupo.
Os
sistemas de comunicação à distância estão fazendo surgir um novo tipo de
profissional e também uma antes impensável forma de relacionamento
empresa-empregado: trata-se do “home-office”, ou seja, o trabalho
executado em casa, sem necessidade de deslocamentos que aumentam custos
tanto para a empresa quanto para o funcionário. A estrutura daquela
pode ficar mais enxuta, com elevada economia de recursos, e o empregado
dispensa gastos com refeições externas, passagens e roupas. Todos os
contatos são feitos via computador, fax, telefone ou até por circuitos
integrados de transmissão de imagem e som (webcam).
A
comunicação tem o poder de transformar um aglomerado de pessoas em uma
equipe, e torná-la tão eficaz quanto mais eficientes forem os canais
estabelecidos para serví-la. Num processo voltado para a Qualidade,
compete ao gerente estabelecer canais confiáveis e sistematizados de
comunicação, de forma a garantir a adequação do fluxo de informações em
todos os níveis na sua área de atuação, promovendo a perfeita integração
da equipe e facilitando assim o alcance de suas metas.
Isso
permite trazer as informações da ponta, realizar um efetivo
gerenciamento das relações com os clientes e com o mercado de um modo
geral, efetuar-se um adequado acompanhamento das ações delegadas,
divulgar amplamente a missão, estratégias e planos organizacionais, além
de, entre outras vantagens, zelar pela imagem que a empresa conquistou
junto a seus clientes.
Estabelece-se assim um permanente canal de acesso aberto nos dois
sentidos de forma que, por um lado, possam ser divulgados objetivos,
produtos e serviços e, por outro, possam chegar subsídios que norteiem o
processo de promover a contínua satisfação e superar as expectativas dos
clientes.
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Luiz
Roberto Bodstein é
Consultor de Organizações, especialista em Sistemas de Gestão pela
Qualidade, Planejamento Estratégico e Gestão de Pessoas.
Consultor, Instrutor e Conferencista pela Fundação Getúlio Vargas,
SEBRAE e IBQN-Inst.Bras.Qualidade Nuclear, entre outras.