A
sequência de passos para uma ação de melhoria via de regra já
contempla vários mecanismos que visam oferecer maior praticidade na
execução e segurança quanto aos resultados. Mas não se pode
prescindir de toda cautela a fim de evitar retrocessos quando da
implementação de qualquer ação visando melhorar-se um processo.
O
ponto alto dessa cautela é a criação de um Plano de
Contingência, ou seja, planejar o que fazer quando tudo aquilo que
se estabelece como prevenção contra uma situação indesejada não
for suficiente para evitar-se uma interferência - até mesmo
externa - que possa colocar em risco o objetivo desejado ou a própria
sobrevivência do processo.
O
que seriam essas ações contingenciais? É tudo
aquilo que permite ao gestor do processo manter o controle da situação
quando as ações preventivas não puderem impedir a ocorrência de
um efeito negativo. Em resumo, trata-se do "Plano
B", para o caso de alguma coisa dar errado. Ações
contingenciais não tem por objetivo evitar a ocorrência - como
as preventivas - mas sim se prestar a serem utilizadas como
recurso quando o efeito indesejável superar o que se podia fazer
para evitá-lo, ou ainda quando seu controle ficar fora do
alcance do gestor. Sua função é minimizar os danos
decorrentes de forma a que se preserve ao máximo as características
essenciais do planejamento original. Por conta
disto é sempre bom lembrar que de quanto maior flexibilidade se
dotar tal planejamento, mais facilmente ele resistirá a interferências
contextuais e poder-se-á adequá-lo a uma nova realidade, não
existente quando da idealização do processo.
Quando
saímos na busca de soluções para quaisquer problemas
identificados, ou simplesmente tentamos implementar uma melhoria
para sustentabilidade do processo, temos sempre que pensar no que
pode dar errado. Na trajetória que essa melhoria tem que
cumprir entre a concepção - ainda no plano das idéias - e sua
elaboração, e depois até a ação efetiva, muita coisa pode
impedir que ela saia conforme o planejado. Junto com a
idéia já devem vir as ações preventivas contra possíveis obstruções,
como também contra eventuais efeitos colaterais da implementação.
Diria até que este último é mais prejudicial ao processo uma vez
que, no caso do obstáculo impeditivo, só se perdeu o planejamento,
mas se houver a indicência de um efeito colaterial grave como
decorrência da implantação já concretizada, a melhoria que se
pensava introduzir pode vir a se constituir num problema maior do
que o existente anteriormente, e que gerou toda a seqüência de ações.
Portanto,
antes de partir para a execução faz-se imprescindível buscar
respostas para duas questões-chave, quais sejam:
1)
que obstáculos podem ocorrer e de que forma podemos evitá-los?
2)
que tipo de efeitos colaterais indesejados podem advir da implementação
e o que pode ser feito, no caso de sua ocorrência, para não
perdermos tudo o que fizermos, ou não deixar que comprometam o
processo?
As
ações preventivas e o plano de contingências será executado a
partir das respostas, e com o máximo de detalhamento que se puder
obter. Essa postura deve funcionar como um "pente
fino" que torna infinitamente menores as chances de o seu
planejento "dar com os burros n'água".
