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A IMPORTÃNCIA DE UM PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA UMA AÇÃO DE MELHORIA            

                                           *  Luiz Roberto Bodstein

 

 

 

 

 

Excesso de confiança pode ser o caminho mais curto entre a introdução de uma melhoria e o fracasso ao final da empreitada.  Estar seguro de que se pensou em tudo o que poderia ser feito para evitar surpresas é a melhor forma de ampliar a margem de segurança com relação ao resultado final.

 

 

 

A sequência de passos para uma ação de melhoria via de regra já contempla vários mecanismos que visam oferecer maior praticidade na execução e segurança quanto aos resultados. Mas não se pode prescindir de toda cautela a fim de evitar retrocessos quando da implementação de qualquer ação visando melhorar-se um processo. 

 

O ponto alto dessa cautela é a criação de um Plano de Contingência, ou seja, planejar o que fazer quando tudo aquilo que se estabelece como prevenção contra uma situação indesejada não for suficiente para evitar-se uma interferência - até mesmo externa - que possa colocar em risco o objetivo desejado ou a própria sobrevivência do processo.

 

O que seriam essas ações contingenciais?  É tudo aquilo que permite ao gestor do processo manter o controle da situação quando as ações preventivas não puderem impedir a ocorrência de um efeito negativo.  Em resumo, trata-se do "Plano B", para o caso de alguma coisa dar errado.   Ações contingenciais não tem por objetivo evitar a ocorrência - como as preventivas - mas sim se prestar a serem utilizadas como recurso quando o efeito indesejável superar o que se podia fazer para evitá-lo, ou ainda quando seu controle ficar fora do alcance do gestor.   Sua função é minimizar os danos decorrentes de forma a que se preserve ao máximo as características essenciais do planejamento original.    Por conta disto é sempre bom lembrar que de quanto maior flexibilidade se dotar tal planejamento, mais facilmente ele resistirá a interferências contextuais e poder-se-á adequá-lo a uma nova realidade, não existente quando da idealização do processo. 

 

Quando saímos na busca de soluções para quaisquer problemas identificados, ou simplesmente tentamos implementar uma melhoria para sustentabilidade do processo, temos sempre que pensar no que pode dar errado.  Na trajetória que essa melhoria tem que cumprir entre a concepção - ainda no plano das idéias - e sua elaboração, e depois até a ação efetiva, muita coisa pode impedir que ela saia conforme o planejado.   Junto com a idéia já devem vir as ações preventivas contra possíveis obstruções, como também contra eventuais efeitos colaterais da implementação.  Diria até que este último é mais prejudicial ao processo uma vez que, no caso do obstáculo impeditivo, só se perdeu o planejamento, mas se houver a indicência de um efeito colaterial grave como decorrência da implantação já concretizada, a melhoria que se pensava introduzir pode vir a se constituir num problema maior do que o existente anteriormente, e que gerou toda a seqüência de ações. 

 

Portanto, antes de partir para a execução faz-se imprescindível buscar respostas para duas questões-chave, quais sejam:

1) que obstáculos podem ocorrer e de que forma podemos evitá-los?

2) que tipo de efeitos colaterais indesejados podem advir da implementação e o que pode ser feito, no caso de sua ocorrência, para não perdermos tudo o que fizermos, ou não deixar que comprometam o processo?

As ações preventivas e o plano de contingências será executado a partir das respostas, e com o máximo de detalhamento que se puder obter.  Essa postura deve funcionar como um "pente fino" que torna infinitamente menores as chances de o seu planejento "dar com os burros n'água".

 

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